segunda-feira, 6 de abril de 2009

Deusas ou capachos

Picasso, Les Demoiselles d’ Avignon (1907)

Picasso terá dito, certo dia, a uma das suas amantes: Para mim só existem dois tipos de mulheres: as deusas e os capachos. Um seu conterrâneo, o escritor e jornalista espanhol Arturo Pérez-Reverte, quando questionado em entrevista sobre o seu tipo ideal de mulher, respondeu que, no seu entender, existiriam dois tipos: aquelas que quando os índios atacavam o forte se agarravam às pernas do homem em busca de protecção e segurança , e aquelas que, avistando o inimigo, empunhavam a espingarda e começavam a disparar. O escritor rematou: Eu prefiro as últimas.

As dicotomias podem facilitar a nossa leitura do mundo, compondo uma organização categorial de que muitas vezes necessitamos para mais facilmente (superficialmente) o apreender e compreender.

Mas, em última (primeira) instância, as dicotomias são falaciosas.

Working On a Dream

(...)
I'm working on a dream
Though sometimes it feels so far away
I'm working on a dream
And how it will be mine someday
(...)

Bruce Springsteen

domingo, 5 de abril de 2009

Nesga de Primavera


Acho que se chamam narcisos (nunca sei o nome das flores). Dei por eles por mero acaso, ali no talhão de terra perto da garagem. Uns dias depois já lá não estavam. Transitórios, como toda a beleza.

sábado, 4 de abril de 2009

Tentacular têxtil

Contaminação, instalação de Joana Vasconcelos

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Quando tudo é cansaço...

... ou o insustentável peso do Ser.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Insólito

Ouvir fado na estação de S. Bento.

domingo, 29 de março de 2009

... quem não tem medo de naufragar

Cada Lugar Teu
Letra e música: Mafalda Veiga

Sei de cor cada lugar teu
atado em mim, a cada lugar meu
tento entender o rumo que a vida nos faz tomar
tento esquecer a mágoa
guardar só o que é bom de guardar

pensa em mim protege o que eu te dou
eu penso em ti e dou-te o que de melhor eu sou
sem ter defesas que me façam falhar
nesse lugar mais dentro
onde só chega quem não tem medo de naufragar

fica em mim que hoje o tempo dói
como se arrancassem tudo o que já foi
e até o que virá e até o que eu sonhei
diz-me que vais guardar e abraçar
tudo o que eu te dei

mesmo que a vida mude os nossos sentidos
e o mundo nos leve pra longe de nós
e que um dia o tempo pareça perdido
e tudo se desfaça num gesto só

eu vou guardar cada lugar teu
ancorado em cada lugar meu
e hoje apenas isso me faz acreditar
que eu vou chegar contigo
onde só chega quem não tem medo de naufragar

sábado, 28 de março de 2009

Bolas de sabão


Deparei-me com esta imagem quando vasculhava o site da Fundação Calouste Gulbenkian. Gostei. Do nariz em riste, das bolas de sabão...
Que depressa esquecemos os pequenos, mas perfeitos, prazeres da infância. O êxtase provocado por uma leve e efémera bola de sabão...
E, já agora, a Gulbenkian bem que podia ficar mais à mão, ou ao pé, para poder catrapiscar mais facilmente o que por lá se passa. Constrangimentos de quem vive na província, como diz o meu amigo P.