Mal nos conhecemos
Inauguramos a palavra amigo!
Amigo é um sorriso
De boca em boca,
Um olhar bem limpo
Uma casa, mesmo modesta, que se oferece.
Um coração pronto a pulsar
Na nossa mão!
Amigo (recordam-se, vocês aí,
Escrupulosos detritos?)
Amigo é o contrário de inimigo!
Amigo é o erro corrigido,
Não o erro perseguido, explorado.
É a verdade partilhada, praticada.
Amigo é a solidão derrotada!
Amigo é uma grande tarefa,
Um trabalho sem fim,
Um espaço útil, um tempo fértil,
Amigo vai ser, é já uma grande festa!
Alexandre O'Neill
[a propósito do serão de ontem, com umas certas senhoras D's... ]
quarta-feira, 8 de abril de 2009
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Deusas ou capachos
Picasso, Les Demoiselles d’ Avignon (1907)Picasso terá dito, certo dia, a uma das suas amantes: Para mim só existem dois tipos de mulheres: as deusas e os capachos. Um seu conterrâneo, o escritor e jornalista espanhol Arturo Pérez-Reverte, quando questionado em entrevista sobre o seu tipo ideal de mulher, respondeu que, no seu entender, existiriam dois tipos: aquelas que quando os índios atacavam o forte se agarravam às pernas do homem em busca de protecção e segurança , e aquelas que, avistando o inimigo, empunhavam a espingarda e começavam a disparar. O escritor rematou: Eu prefiro as últimas.
As dicotomias podem facilitar a nossa leitura do mundo, compondo uma organização categorial de que muitas vezes necessitamos para mais facilmente (superficialmente) o apreender e compreender.
Mas, em última (primeira) instância, as dicotomias são falaciosas.
Working On a Dream
(...)
I'm working on a dream
Though sometimes it feels so far away
I'm working on a dream
And how it will be mine someday
(...)
Bruce Springsteen
I'm working on a dream
Though sometimes it feels so far away
I'm working on a dream
And how it will be mine someday
(...)
Bruce Springsteen
domingo, 5 de abril de 2009
Nesga de Primavera
sábado, 4 de abril de 2009
sexta-feira, 3 de abril de 2009
quarta-feira, 1 de abril de 2009
domingo, 29 de março de 2009
... quem não tem medo de naufragar
Cada Lugar Teu
Letra e música: Mafalda Veiga
Sei de cor cada lugar teu
atado em mim, a cada lugar meu
tento entender o rumo que a vida nos faz tomar
tento esquecer a mágoa
guardar só o que é bom de guardar
pensa em mim protege o que eu te dou
eu penso em ti e dou-te o que de melhor eu sou
sem ter defesas que me façam falhar
nesse lugar mais dentro
onde só chega quem não tem medo de naufragar
fica em mim que hoje o tempo dói
como se arrancassem tudo o que já foi
e até o que virá e até o que eu sonhei
diz-me que vais guardar e abraçar
tudo o que eu te dei
mesmo que a vida mude os nossos sentidos
e o mundo nos leve pra longe de nós
e que um dia o tempo pareça perdido
e tudo se desfaça num gesto só
eu vou guardar cada lugar teu
ancorado em cada lugar meu
e hoje apenas isso me faz acreditar
que eu vou chegar contigo
onde só chega quem não tem medo de naufragar
Letra e música: Mafalda Veiga
Sei de cor cada lugar teu
atado em mim, a cada lugar meu
tento entender o rumo que a vida nos faz tomar
tento esquecer a mágoa
guardar só o que é bom de guardar
pensa em mim protege o que eu te dou
eu penso em ti e dou-te o que de melhor eu sou
sem ter defesas que me façam falhar
nesse lugar mais dentro
onde só chega quem não tem medo de naufragar
fica em mim que hoje o tempo dói
como se arrancassem tudo o que já foi
e até o que virá e até o que eu sonhei
diz-me que vais guardar e abraçar
tudo o que eu te dei
mesmo que a vida mude os nossos sentidos
e o mundo nos leve pra longe de nós
e que um dia o tempo pareça perdido
e tudo se desfaça num gesto só
eu vou guardar cada lugar teu
ancorado em cada lugar meu
e hoje apenas isso me faz acreditar
que eu vou chegar contigo
onde só chega quem não tem medo de naufragar
sábado, 28 de março de 2009
Bolas de sabão
Deparei-me com esta imagem quando vasculhava o site da Fundação Calouste Gulbenkian. Gostei. Do nariz em riste, das bolas de sabão...
Que depressa esquecemos os pequenos, mas perfeitos, prazeres da infância. O êxtase provocado por uma leve e efémera bola de sabão...
E, já agora, a Gulbenkian bem que podia ficar mais à mão, ou ao pé, para poder catrapiscar mais facilmente o que por lá se passa. Constrangimentos de quem vive na província, como diz o meu amigo P.
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