quarta-feira, 29 de abril de 2009

Pim, pam, pum

Criações de crianças de 4 e 5 anos

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Esmagadora


Hoje foi uma destas.

domingo, 26 de abril de 2009

The Moment After the Show

Iggy Pop, por Matthias Willi
O fotógrafo definiu-o como uma criatura assustadora. Para captar a verdadeira alma do músico, objectivo do trabalho de Mathias Willi, Iggy Pop concedeu: You got 30 fucking seconds!


sábado, 25 de abril de 2009

Suricata


Gostei de ver as suricatas na exposição do Darwin. Lembrei-me de alguém que, num certo passado, se auto-denominava assim, "suricata". Agora compreendi melhor as razões de tal associação. Benefícios de uma observação quasi-naturalista, certamente.

I think...


I think...
A frase com que Darwin encimou um primeiro esboço da sua teoria. Não uma frase em que afirme a sua capacidade de utilização de recursos cognitivos complexos, mas uma frase em que adianta cautelosamente uma possibilidade… uma possibilidade genial que contribuiu para re-equacionar a ciência e uma certa ordem humana. Talvez com a consciência de que as palavras “cautela” e “possibilidade” se coadunam de forma adequada com a produção de conhecimento.
Na Gulbenkian, a exposição.

sábado, 18 de abril de 2009

Pudesse ser sempre Verão

Reviver o Passado em Brideshead (2008), de Julian Jarrold

terça-feira, 14 de abril de 2009

Ainda Eco

Agora penso afinal que o mundo é um enigma benigno, que a nossa loucura torna terrível porque pretende interpretá-lo de acordo com a nossa própria vontade.

O Pêndulo de Foucault (2008), p. 70

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Faculdade de Irrelevância Comparada

“- É que Diotallevi e eu próprio estamos a projectar uma reforma do saber. Uma Faculdade de Irrelevância Comparada, em que se estudem matérias inúteis ou impossíveis. A faculdade destina-se a reproduzir estudiosos em condições de aumentarem até ao infinito o número das matérias irrelevantes.
- E quantos departamentos há?
- Por agora quatro, mas poderão conter todo o saber. O departamento de Tetrapiloctomia tem uma função preparatória, destina-se a educar as pessoas no sentido da irrelevância. Um departamento importante é o de Adynata ou Impossibilia. Por exemplo Urbanística Cigana e Hipismo Asteca… A essência da disciplina é a compreensão das razões profundas da sua impossibilidade. Eis portanto a Morfemática do Morse, História da Agricultura Antárctica, História da Pintura na Ilha de Páscoa, Literatura Suméria Contemporânea, Instituições de Docimologia Montessoriana, Filatelia Assírio-Babilónica, Tecnologia da Roda nos Impérios Pré-colombianos, Iconologia Braille, Fonética do Filme Mudo…
- O que diz de Psicologia das Multidões no Sara?
- Bom, disse Belbo.”

[Em O Pêndulo de Foucault (2008), p. 56, Biblioteca Sábado, trad. José Colaço Barreiros]

Um exercício acidamente sarcástico de Umberto Eco em relação à academia, cujos meandros tão bem conhece. Eu própria poderia apontar alguns “académicos”, capazes de desenvolver trabalho de incomensurável inutilidade nesta suposta faculdade.

sábado, 11 de abril de 2009

Quid non imminuit dies?


Ter irmãs dá mais optimismo

Um estudo dirigido por Tony Cassidy, na Universidade de Ulster, Irlanda do Norte, concluiu a partir da análise do estado psicológico de 571 pessoas, entre os 17 e os 25 anos, que ter pelo menos uma irmã produz mais felicidade e optimismo do que quando só se tem irmãos ou se é filho único. Segundo Cassidy, "as irmãs promovem a comunicação e a coesão familiar", enquanto os rapazes tendem a provocar o efeito inverso. Os jovens com irmãs são mais sociáveis.
[na revista Sábado desta semana]
A minha experiência empírica confirma!

sexta-feira, 10 de abril de 2009

A ficção não imita a ficção

To Have and Have Not ( 1944), de Howard Hawks

Acabei de ler o Ter e Não Ter, de Hemingway. Não gostei. Muito longe de outras obras do escritor, sobretudo daquela que continua a ser a minha preferida O Velho e o Mar.

O livro serviu de base ao guião do filme homónimo, que marcou o encontrou entre Humphrey Bogart e Lauren Bacall. Não vi, por isso não me posso pronunciar acerca das distâncias ou aproximações entre o livro e o filme. O que posso afirmar é que não consta no livro a passagem mais emblemática e conhecida do filme:

Slim: You know you don't have to act with me, Steve. You don't have to say anything, and you don't have to do anything. Not a thing. Oh, maybe just whistle. You know how to whistle, don't you, Steve? You just put your lips together and... blow.

Sinto-me defraudada.