A OMS declarou “estado de pandemia” devido à gripe A H1N1. Por mero acaso, comecei a ler esta semana “A Peste Escarlate”, de Jack London. Um cenário apocalíptico criado pelo escritor, após o planeta ser ferozmente devassado por um vírus, que deixa pouquíssimos sobreviventes e poucas marcas civilizacionais. Neste caso, sim, poderá ser apaziguador dizer que qualquer semelhança com a realidade será pura coincidência.
quinta-feira, 11 de junho de 2009
Rosas bravas
A infância… os muros ornados de cor-de-rosa, garrido ou pálido, escondendo sazonalmente uma feiura granítica… as gotas de sangue que se entreviam quando as tentávamos colher de forma mais desajeitada… as tranças escuras entremeadas de alegria… a avó a contar a lenda da rainha, “São rosas, senhor, são rosas”. Não me perguntem porquê, mas sempre tive a certeza que seriam rosas bravas a cair do regaço de Isabel.
domingo, 7 de junho de 2009
Livros nos Aliados
Aproveitei a hora de almoço de um destes dias e fui à Feira do Livro do Porto. Achei fraquinha, mas, ainda assim, regressei bem acompanhada: Oscar Wilde, Iris Murdoch, Pirandello, Eça e Pessoa. Resta-me agora fintar o tempo…
A propósito, um aviso a editoras mais assanhadas: por favor, não me tentem impingir livros. A minha escolha é pessoal e raramente sujeita a constrangimentos publicitários. E, ademais, enquanto estou a “namorá-los”, aos livros entenda-se, não gosto de ser interrompida. É uma coisa privada, estão a ver? Feita em recato e silêncio, desprovida de qualquer pressão. Ou é assim ou não é.
terça-feira, 2 de junho de 2009
Vozes do Suburbano #2
O que nós precisavamos era de um referendo sobre a monarquia. Se estivessemos numa monarquia, estaríamos muito melhor. Assim é complicado. Já dizia um imperador romano: "Não sei quem são aqueles lusitanos, que não se dominam, nem se deixam dominar".
segunda-feira, 1 de junho de 2009
domingo, 31 de maio de 2009
Avé Bracara

Por estes dias Braga vê-se inundada de romanos. Gladiadores, centuriões, matronas, cortesãs e, sobretudo, vendedores/as: artesanato, licores, ornamentos, frutos, tarot, massagens, pozinhos e pedrinhas contra o mal de inveja ou a favor do bem de amor. As possibilidades de negócio são grandes e algumas chegam a ser surpreendentes. A diversidade estende-se às línguas. Por lá ouvi castelhano, francês, árabe, alemão e algum português. Avé Bracara “Babel” Augusta.
sexta-feira, 29 de maio de 2009
Mas que sei eu
Mas que sei eu das folhas no Outono
ao vento vorazmente arremessadas
quando eu passo pelas madrugadas
tal como passaria qualquer dono?
Eu sei que é vão o vento e lento o sono
e acabam coisas mal principiadas
no ínvio precipício das geadas
que pressinto no meu fundo abandono
Nenhum súbito lamenta
a dor de assim passar que me atormenta
e me ergue no ar como outra folha
qualquer. Mas eu sei que sei destas manhãs?
As coisas vêm vão e são tão vãs
como este olhar que ignoro que me olha
Ruy Belo
ao vento vorazmente arremessadas
quando eu passo pelas madrugadas
tal como passaria qualquer dono?
Eu sei que é vão o vento e lento o sono
e acabam coisas mal principiadas
no ínvio precipício das geadas
que pressinto no meu fundo abandono
Nenhum súbito lamenta
a dor de assim passar que me atormenta
e me ergue no ar como outra folha
qualquer. Mas eu sei que sei destas manhãs?
As coisas vêm vão e são tão vãs
como este olhar que ignoro que me olha
Ruy Belo
terça-feira, 26 de maio de 2009
Já cá canta
O actor/encenador com os olhos mais bonitos do Porto foi hoje até aos algarves e trouxe um título no bolso. Parabéns, N.!
segunda-feira, 25 de maio de 2009
Tomar Templária
O 67º capítulo de O Pêndulo de Foulcault é quase totalmente dedicado ao Convento de Cristo, em Tomar. Eco começa assim: Se eu conseguia imaginar um castelo templário, assim era Tomar. Sobe-se por uma estrada fortificada que bordeja os bastiões exteriores, de seteiras em forma de cruz, e respira-se uma atmosfera cruzada desde o primeiro instante. (p. 258)
Fiquei com muita vontade de lá ir. Ainda não conheço. Imperdoável.
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