

Poucos dias e poucas dezenas de quilómetros fazem distar estas duas imagens, captadas em Viana do Castelo. Na primeira, um cenário apocalíptico com que nos deparámos, quando, depois de um corte na auto-estrada, atravessámos uma zona próxima de um incêndio de enormes proporções, repentino e violento, ameaçando já várias casas. Nenhuma imagem televisiva se poderá comparar ao cenário real: o desespero nas faces apanhadas desprevenidas, a atmosfera claustrofóbica, a pressa na busca de parcos instrumentos de protecção de si, dos seus, do seu. A nuvem espessa e enegrecida permanece durante muito tempo, também cá dentro, mesmo em momentos em que, como na segunda imagem, nos sentámos serenamente no meio de uma serra tranquila e pensámos: até quando poderá, também aqui, ser assim?






