segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

(Des)Ordem natural

Chris Ofili, The Raising of Lazarus (2007)


Nascemos, vivemos, morremos.
Por vezes, não necessariamente nesta ordem.

(Anatomia de Grey, T5 – Ep.7)

16 comentários:

  1. Há quem morra com a vida a decorrer, há ainda quem consiga ressuscitar...

    Beijo :)

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  2. Cada dia que vivemos, morremos...no sentido prático da questão, aproximamo-nos da morte!
    No sentido filosófico, morremos porque não vivemos...ou seja, na ordem contrária dos "conceitos".
    No fundo, a frase espelha a arbitrariedade existente entre os três principios universais da vida!!!???
    Bjs

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  3. Quem diria que de uma série "ligeira" de televisão sairía uma frase tão filosófica? às vezes encontram-se pérolas onde menos se espera...
    Abraço

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  4. ...Por isso é que renascemos.
    Abraço!

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  5. Pois. Parece que é mesmo do caos e da desordem natural que saem as linhas de orientação, o exemplo, para a "regra", a "linha direita" e a "sistematização" dos processos (formais ou não).

    Não foi certamente por acaso que dos jardins-do-paraíso (e de deleite) Persas e Árabes se evoluiu para os perístilos Gregos e Romanos, para o jardim ao estilo Italiano e Francês e, finalmente, o Inglês e tudo o mais que se seguiu até hoje (alguns chamam-lhes modernismo e outras coisas mais ...), simplesmente no intuito de reproduzir num determinado pedaço de território ... o que a Natureza faz (melhor, sem dúvidas) desde sempre ...

    Quanto à frase da série ... correctíssima ...

    Parece que, em termos globais (a nível atómico, por exemplo), pouco importa em que fase nos encontremos daquilo a que chamamos vida, simplesmente porque fazemos todos (e tudo o que nos rodeia) parte de algo muito maior, extremamente caótico e ainda perfeitamente desconhecido ... graças ao Senhor (ou Senhora, se pensarmos na designada Mãe-Natureza).

    ... e o que haveria ainda para dizer ... não lembra nem ao menino jesus ... que está prestes a nascer de novo ...

    Bom NATAL.

    Abraço.

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  6. Existiu quem morresse sem viver, limitaram-se a sobreviver...

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  7. Absolutamente! Frequentemente REnascemos! Podemos viver temerosos da morte ou ávidos da vida; viver o que se nos oferece ou morrer antes de tempo num corpo ainda pulsante... Enfim, são realmente muitas as possibilidades de tal (des)ordem.

    Beijinho!

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  8. No equilíbrio assimétrico

    não há morte nem princípio

    Bj

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  9. A ideia é mesmo viver nessa ordem...mas também há quem saiba e consiga renascer após uma tempestade.
    A esses, tiro o chapeú pois nunca é tarde para se viver!!ou reviver!
    desde que não seja sobreviver...

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  10. Muitas vezes nascemos, morremos e renascemos...
    Lindo Sara, eu amei teu blog, associo-me aqui, passo a seguir-te com prazer.

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  11. Olá, vim deixar um carinho de amiga, com abraços de paz, beijos no teu coração.♥

    Olavo Bilac

    Natal


    Jesus nasceu. Na abóbada infinita
    Soam cânticos vivos de alegria;
    E toda a vida universal palpita
    Dentro daquela pobre estrebaria...

    Não houve sedas, nem cetins, nem rendas
    No berço humilde em que nasceu Jesus...
    Mas os pobres trouxeram oferendas
    Para quem tinha de morrer na cruz.

    Sobre a palha, risonho, e iluminado
    Pelo luar dos olhos de Maria,
    Vede o Menino-Deus, que está cercado
    Dos animais da pobre estrebaria.

    Não nasceu entre pompas reluzentes;
    Na humildade e na paz deste lugar,
    Assim que abriu os olhos inocentes
    Foi para os pobres seu primeiro olhar.

    No entanto, os reis da terra, pecadores,
    Seguindo a estrela que ao presepe os guia,
    Vem cobrir de perfumes e de flores
    O chão daquela pobre estrebaria.

    Sobem hinos de amor ao céu profundo;
    Homens, Jesus nasceu! Natal! Natal!
    Sobre esta palha está quem salva o mundo,
    Quem ama os fracos, quem perdoa o mal,

    Natal! Natal! Em toda a natureza
    Há sorrisos e cantos, neste dia...
    Salve Deus da humildade e da pobreza
    Nascido numa pobre estrebaria.

    FELIZ NATAL!

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  12. Palavras breves e imagem adequada, até aí tudo bem! Da última virgula ao ponto vem o convite à reflexão. Teoricamente, tudo é certo, a cronologia é perfeita, só que há quem ande vivo pelo mundo mas à muito que morreu...

    Um bom Natal e boa saúde

    Um grande abraço

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  13. É de facto assim... Na linha circular que atravessamos não é visível nem o início nem o fim.


    Um beijo

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  14. Uma frase curtinha com tanta coisa lá dentro!
    Que sobretudo possa nascer muitas vezes.
    ~CC~

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