domingo, 20 de março de 2011

Da perda

Amores Perros (2000), de Alejandro González Iñárritu

No final deste inquietante filme surge a frase que poderá condensar todo o seu enredo, bem como uma parte indesmentível das nossas vidas:

Porque também somos aquilo que perdemos.

18 comentários:

  1. Porque das perdas também renascemos, sim!

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  2. É verdade, embora seja doloroso pensar nisso.

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  3. Precisamente, Sara
    Um dia destes dizia a alguém que as perdas são inevitáveis...
    podes correr numa fuga desenfreada para evitá-las ou mesmo esquecê-las...
    podes encontrar o que ocupar no lugar das mesmas...
    mas nesse percursso as nossas perdas (de diversa natureza) foram esculpindo o que éramos como obra inacabada em pessoas, não direi perfeitas mas, mais "resistentes"...
    Direi, por experiência própria, que as minhas perdas tornaram-se em "ganhos" (ou oportunidades, se se preferir) pelo contributo no conhecimento da minha pessoa...
    ou antes, pelo amadurecimento da minha personalidade...
    ou ainda, pelas transformações em mim desenvolvidas...
    por fim (só do comentário, pois eu, como obra, ainda não terminei)pelas transições que experinciei...
    Bjs grandes e um bom fim de semana
    PS: tens razão no que disseste no meu blogue. Por vezes precisamos relembrar-nos o que, verdadeiramente, é importante para descentralizarmo-nos dos nossos problemas

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  4. É tão verdade e tão perverso!
    Iñárritu tem-nos oferecido sempre qualidade nos seus filmes. Sou fã:)))

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  5. Somos essencialmente memória e temos que conviver bem com a nossa!

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  6. Valeu a pena passar por aqui...
    Um beijo

    AMIGA
    um beijo bem grande...


    PRIMAVERA



    Amor...
    Florir...
    Sorrir...
    E...


    Na Primavera...
    As flores...
    Florescem...
    Sorriem...
    E...


    Cativam o Amor...
    E nós...
    Deixamo-nos
    Embalar...


    E continuamos...
    A Amar!...


    LILI LARANJO

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  7. Este comentário foi removido pelo autor.

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  8. Eu nao tenho dúvida disso. E vou além, quantos vivos estão mortos dentro de nós para tentar vivermos em paz, sejam eles mortos de forma natural ou matados por nós? Tem alguns então que quanto mais negamos, mais nos assombram. Mas nao adianta negar essa certeza, basta uma brecha na mente, para entrar o cheiro, a visão e as lembranças retornam feito água de enxurrada.

    * Adorei teu coment de agradecimento no post anterior :-)

    Boa semana Sara,
    um beijinho do lado de cá,
    Cristina

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  9. Nem mais!
    Em nós se reflecte o que perdemos mas preservamos na memória, o que perdemos porque o abandonámos e o que perdemos em prol das opções realizadas. E ainda que de perdas se trate, o balanço não tem forçosamente que ser negativo.

    Beijinho e boa semana!

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  10. Oi Sara
    "A maioria de nós temos o que merecemos , mas somente os bem sucedidos admitem"
    Então somos mesmo o que ganhamos e o que perdemos .
    As perdas ajudam a valorizar as coisas simples.

    deixando abraços pra uma boa semana

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  11. E eu (que não vi o filme) acrescento que perdemos sempre muitas coisas, desde que nascemos.

    Talvez o mais importante seja o perdermos a inocência ou passarmos a ver as coisas no modo automático de 'inocências à parte'... e, se calhar, até nem perdemos nada - apenas deixamos de saber como funcionar com ela ...

    Bem vistas as coisas o que dói mesmo é saber se ficámos a ganhar ou não - e o quê - com este constante (e natural) 'saltitar' entre perdas e ganhos.

    há quem lhe chame ... vida!


    Abraço e uma semana cheia de vida (ou, se se preferir, uma vida cheia de semanas - se forem bem vividas, tanto fará a ordem da frase)

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  12. Somos sobretudo o que e quem perdemos!
    Temos obrigação de o ser!

    Obrigada pela visita...mas não é no Porto! :-))

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  13. A vida vale pelos problemas que suscita e são resolvidos.
    Não há soluções sem problemas.

    O exemplo clássico é o do muro:
    Saltando-o
    Contornando-o
    Desistindo, voltando para trás.

    Outro dia, alguém me disse que o problema é quando ficamos em cima dele, sem conseguir dar o passo seguinte.
    Bem.

    Uma pessoa emocionalmente estável e equilibrada, enfrenta com naturalidade a adversidade, reagindo bem à frustração... Às perdas.

    Custam sempre imenso, mas reestruturam o nosso quotidiano.

    Bjs, Sara

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  14. É certo! "La vida deja ruelas"

    Boa percepção a tua...

    Um grande abraço

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  15. não tenhamos dúvidas, tudo é parte de nós, mas o que perdemos, no seu infinito, é o encontro com nós próprios.
    não nos podemos dar a esse "luxo"!

    inteligente post... reflexivo.

    Sara,
    os meus cumprimentos

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  16. Nem mais!dá mesmo que pensar...
    parece-me que aqueles que vivem ligados ao passado sofem mais porque estão agarrados a um passado dito feliz...mas há que lembrar que também o futuro nos reserva coisas boas...momentos de felicidade ;)
    Tento isso todos os dias!

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  17. Deixei-lhe um presente no (IN)Cultura.
    Abraço!

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